Depositei a adaga ensanguentada em cima daquela mesa qualquer e me direcionei a figura pequena que me olhava com pavor sentada no chão. Aproximei-me lentamente dela, quando toquei seu queixo pude senti-la tremer.

 - Calma pequena. Vou acabar com isso pra você - utilizando um pouco mais de força que o normal pude sentir o seu pescoço quebra-se em minhas mãos. Seu corpo parara de tremer e o deixei cair de forma oca no chão. Os orbes de seus olhos agora imparciais refletiam o vazio daquele cômodo que um dia habitou alguma família feliz.

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Sobre o Autor

Andressa Pontes: Sonho em salvar almas despedaçadas como a minha, miro em casos perdidos e sou tão boa de queda quanto de cicatrização. Casada com a impaciência e melhor amiga da falta de atenção, tantos anos que não gosto de contar. Dona do português mais desafinado desse país e fã de poesia. Jornalista e nas horas vagas tiro foto do meu all star em todo canto de SP.

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