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Home Archive for abril 2015


Ela estava habituada ao vazio constante, nada meramente lhe preenchia, era apenas sempre o vácuo desesperado implorando para sair, nada a mais e nada a menos. Até o momento que o conheceu, ele com seus excessos que vazavam por todas as avenidas que passava, que era mais social que a própria socialização.

Ele falava sobre “amor e outras drogas”, sobre o futuro, sobre tudo que queria e o que não queria. Disseminava suas opiniões irresponsáveis para cada pingo de chuva, esperando que um dia eles levassem até o mar.

Ela chorava pelos cantos, jurava que o amor não passava de uma utopia. Ela era chuva, era o mar de ressaca, era tempestade, era tsunami, porem tinha medo de despertar e vazar.  Tinha medo de arranhar o cubículo que vivia e perder o ar que havia acumulado ali dentro.

Ingenuamente, eu não acreditava que existiam pessoas partidas ao meio procurando a sua metade, não acreditava em linhas do destino, nem em panelas meio vazias, até que os conheci. Eles que não eram nada e buscavam ser tudo, se encaixaram em outro dialeto completamente desconhecido, provavelmente antes deles não existia o romance, nem crianças, nem o cheiro doce de chocolate quente pelas manhas.


Sempre existe aquela pessoa que inspira e expira o mundo em você.
Valoriza os seus sonhos e seus medos;
Descobre até mesmo aquilo que antes era segredo.
Te ensina o que é o amor e principalmente ensina o que não é amor.
Que lhe mostra que o fato de ser só mais um é que te torna especial;
Que lhe ensina a chorar no fim de tarde
ansiando por uma estádia prolongada da madrugada.

Existe sempre aquela pessoa, que é a pessoa;
que quando eu digo que odeio, quero lhe dizer que te amo.
Que quando pronuncio no tom mais baixo que sinto sua falta,
quer dizer que já não aguento mais viver sem você.


Sinto falta da sua presença e de tudo que nela me envolvia, eu sei que meus sentimentos sempre foram muito exagerados e sufocantes. Mas quando te perguntava sobre o meu amor e essas coisas, você sempre sorria, me olhava de canto de olho e falava que estava “tudo bem”, que minhas manias não eram invasivas, que minhas manipulações não passavam de brincadeiras inocentes para você.

Não que eu me iludisse com um para sempre, eu sei que não era o cara perfeito para te ter por uma vida inteira, mas gostava de pensar que era você quem sempre estaria esquentando o outro lado da cama, que haveria crianças que me olhariam com os seus olhos. Você faria torradas todas as manhãs e eu acordaria sempre com o cheiro daquele café passado horrível, que apenas você sabe fazer. 

Mas mergulhei tão fundo em meus meros e exaltados sentimentos, que esqueci os seus. Você se cansou, hoje sua prioridade já não sou eu, mesmo você ainda sendo a minha. O que me resta é lamuriar de saudades de um tempo o qual não posso ser mandante para fazê-lo voltar. 

Me entreguei a nostalgia, sinto falta até de quando você não estava e eu podia lhe esperar chegar, agora por mais que eu espere, eu sei que você nunca vai estar aqui novamente.

Agradeço a minha inspiração e expiração; Nayan Herique <3


Eu queria vomitar, vomitar todos esses sentimentos tão invasivos, mas não podia. Meu senso comum nunca me deixava ultrapassar as extremidades da minha própria desorientação. 

Ao invés de sair gritando na rua tudo que sei e acho que sei sobre todas as verdades do mundo, resolvi me enroscar nessas linhas, que, antes de mim eram tão organizadas e agora são tão estranhamente embaralhadas.

Demonstrar nunca foi de praxe pra mim, bem pelo contrário, cada toque ou aproximação humana era uma enorme contusão. Cada gesto de apreço e afeição me causava uma cólera, quase/completamente imaginária. 

Sei que nessa fatia não estou sendo completamente transparente, e cada certeza é uma contradição. Até mesmo esse passado/presente misturado é puro sentimentalismo para lhe envolver nessa confusão.

Não sei dizer se era apenas a desnutrição que embrulhava e feria meu estômago ou se era esse lapso de vontades subentendidas e carentes que consumiam cada fagulha desse meu ser/meio ser. 

Porem de tudo que fora dito tiro uma certeza incerta, o problema não sou eu, são sim todos esses caprichos mal elaborados e canções que não são escutadas. É esse vazio rasgado e preenchido com tolices e senso comum, com esse meu senso comum que nunca me deixa ultrapassar as extremidades da minha própria desorientação.
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Sobre Mim

Sonho em salvar almas despedaçadas como a minha, miro em casos perdidos e sou tão boa de queda quanto de cicatrização. Casada com a impaciência e melhor amiga da falta de atenção, tantos anos que não gosto de contar. Dona do português mais desafinado desse país e fã de poesia. Jornalista e nas horas vagas tiro foto do meu all star em todo canto de SP.

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