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Home Archive for setembro 2016

Eu prometi não falar mais de você, não escrever sobre você e não mais pensar em você, mas aparentemente você tornou-se meu mal inevitável. Sua personalidade é meu vício de linguagem, o seu eu se adequá tão bem em meus personagens que simplesmente não há como fugir.

Eu finjo que não é você o fumante, o carcereiro, o cara que eu deixei de amar porque cortou o cabelo ou então a menina que quase morreu de amor sem saber que amava. Eu finjo mal, mas todos eles são parte de você.

Já faz meio ano que nos desconhecemos e para quem vive um passo de cada vez, seis meses é um pedaço da eternidade. Eu não vou mentir, eu ainda sinto sua falta, meu coração ainda decola quando lembra de você, e meu cérebro te ama ao ponto de minimizar os contras e só lembrar dos prós.

Os prós que foram maravilhosos, que são você, não sabia que havia relacionamento perfeito, depois disso, talvez, eu nunca consiga gostar de alguém. Eu vejo uma multidão em escala cinza, sem coração, e você pulsa em um verde vibrante.

Apesar de todos os motivos que arrumei para te odiar, eu te amo, eu te amo e eu te amo
Independe de onde esteja, com quem esteja e como esteja. 

Eu te amo. 


Não há como fugir, sempre irei escrever sobre você, não me desculpe
Eu me visto de forte, mas tem sido uma roupa velha e rasgada, já não me serve. Eu cresci demais para não admitir minhas fraquezas.

Eu já não aguento mais a solidão, é foda que apenas quem vem de um lar desestruturado consegue compreender que minha mochila é vazia.

Por um tempo achei que amor era abrir mão, pois era isso que eu fazia para quem eu amava, até eu compreender que não, e parar de abrir mão de tudo que sou pelos outros.

Sabe, é foda, eu me sinto completamente abandonada, eu não aguento esse sentimento. Eu sei, cresça e aprenda a lidar...

Já se imaginou como um animal doméstico? Ganha carinho quando convém, tem uma comida todos os dias no prato, muitas vezes que nem gosta, mas você come, afinal é tudo que tem. Sempre achei que a maternidade fosse abrir mão, eu descobri muito bem que ser filha é, ser mãe... não fica ao meu critério deturpar.

Eu aprecio aqueles que permitem a minha nudez, minha alma é tão fraca e clama tanto por atenção, eu já aceitei bem que é um erro procurar amor nas esquinas da vida, mas sabe, aceitar um erro não impede de repeti-lo.

Eu perdi a conta das contas que fiz para tentar me apagar, minha borracha é falha, assim como meu sorriso e meu desespero que já não geram nada. O que meu desespero lhe gera?


Me preencho de futilidades, pois as pessoas já não me cabem mais, eu compreendo qual é a flexibilidade necessária para me encaixar em qualquer canto, me encaixei bem em tantos, qual a dificuldade de encaixar-se em mim? (Está tão vazio aqui)
Infelizmente faço parte dessa geração fria e egoísta. Beijar, transar e namorar apenas com quem e quando convém. Infelizmente faço parte de uma minoria, onde uma maioria só pensa se na noite passada “causou” o suficiente.

Eu sei exatamente o dia nessa jornada que desacreditei no amor, viemos ao mundo sendo almas inocentes, acreditamos nas pessoas até que chegam as decepções, com isso crescemos e amadurecemos de forma infeliz.

Eu realmente acreditava no amor, não digo só no romântico, mas sim em todas as suas vertentes, eu sempre consegui enxergar futuro em qualquer ser humano, sempre esperava o melhor de cada um, pois sei que todos têm um melhor para oferecer.

Vim aqui mediante a esse texto pedir desculpas a todos vocês que tiveram a infeliz “sorte” de me conhecer esse ano e conhecer o pior de mim.

Desculpa por todos os beijos que dei sem satisfação, por no dia seguinte nem querer olhar na sua cara, desculpa por aquela conversa de horas onde demonstrei ser um oceano profundo para antes da noite virar tornar-me poça d’agua de novo. (Em meus delírios ainda tenho 18 anos e uma mente tão pura como uma garota de 18 anos pode ter).

Perdão a todos os pedidos de namoro recusados, eu sei bem que para chegar-se a esse ponto eu fiz algo errado, as vezes ponho ideia nos outros sem notar, não é por maldade é que de tanto tentar oferecer meu melhor a todos, acabei sendo meio invasiva demais.

Enfim...

Eu não acredito no amor por um milhão de motivos, os quais já estão espalhados em folhas por aí, não preciso me torturar aqui de novo. Mas isso não justifica o meu descaso e o maltrato que tenho oferecido de bandeja. Não é mais um “ação e consequência” ou um estúpido “antes eu sofria, agora, sou fria”.

Sei perfeitamente como o ser humano pode ser bom e incrível, e também sei da sua maldade. Sei que valores são questionáveis e talvez eu não esteja falando do amor que você acha que estou.

Eu queria ter impedido qualquer um de se apaixonar, eu jamais me impediria do cujo, adoro estar apaixonada, pena que não fico por muito tempo, invejo todos que ficam.  Porém, eu odeio fazer alguém sofrer. 

Me perdoa por eu ter sido uma amiga má e egoísta, meu mundo desabou quando eu já não tinha forças, eu estava perdida e não sabia onde ir e nem como ir. Talvez tenha tratado seu sofrimento com descaso, sei que dores não são comparáveis e cada um cresce a sua maneira, esse ano eu cresci muito sendo ruim em muitas coisas

Então tendo noção do quão babaca cheguei a ser, desculpa se em algum momento fui ruim com você.

E bom... para finalizar, um beijo sincero não precisa ser recusado. Só o recuse se for causar uma dor maior, mas um beijo pode ser apenas um beijo, meu bem.
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Sobre Mim

Sonho em salvar almas despedaçadas como a minha, miro em casos perdidos e sou tão boa de queda quanto de cicatrização. Casada com a impaciência e melhor amiga da falta de atenção, tantos anos que não gosto de contar. Dona do português mais desafinado desse país e fã de poesia. Jornalista e nas horas vagas tiro foto do meu all star em todo canto de SP.

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