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Home Archive for agosto 2013


Pedi para um amigo que me emprestasse o seu amor por um dia.
Ele me ofereceu poesia e promessas singelas de um futuro comprometedor.
Me ofereceu carias e desejos fogosos de amor;
Tentou preencher o vazio que havia em minha alma de fim de tarde.
Porem foi durante um dia;
Pois na segunda seguinte sua alma foi trabalhar em outra avenida.
Onde meu amor não pode atravessar.


                Peguei um pouco do pó que restara perdido dentro daquela sacola e o coloquei em uma linha sobre a mesa, prometi novamente ser a ultima vez. Prometi que não me renderia mais àquelas sensações que aquele pó simples e branco me proporcionava. Mas sei que no próximo entardecer de um sábado qualquer irei me render.


                Uma vez conheci um garoto no ônibus. Eu estava com uma camiseta surrada do Iron Maiden, ele com um moletom qualquer. Eu nem havia notado sua presença, até o momento que senti seu halito quente falar algo em meu ouvido quase inaudível. Foi irritante primeiramente. Então olhei para o banco de trás onde o mesmo estava e sorri, apesar de tudo sorrir é sempre bom. Ele me revelou que se sentiu curioso, pois naquela época era raro alguém com camiseta de banda e uma maquiagem forte.
                Ele não era um garoto bonito, nem de longe atraente. Ele era um estranho falando comigo no ônibus, eu nem se quer queria dar atenção para ele.
                Mas quando ele abriu a boca novamente e me ofereceu suas palavras vi toda a beleza do mundo, por alguns segundos me apaixonei por um estranho no ônibus.
                Ele me mostrou uma poesia clichê, que no começo me dava asno. Mas notei que na verdade ele era um garoto interessante procurando por pessoas como ele naquela cidade pequena. Trocamos e-mail’s e mais tarde algumas poesias. Uma vez para nunca mais.
                Em minha vida ele não passou de um garoto no ônibus, mas um garoto melhor do que pessoas que me acompanhavam todos os dias. Já passou muito tempo desde quando o vi. Mal lembro sua aparência, suas palavras se perderam em minha memória, mas o sentimento que ele me passou, o calor que tocou em minhas mãos, ficará eternamente guardado num canto qualquer dessa minha mente apática. 

                Duas crianças inocentes rolavam na grama molhada sem se preocupar com o resfriado que viria da garoa que tomavam naquela noite fria de final de outono. Contemplavam a lua através de uma visão turva de um fino sereno que caia sobre eles deixando seus corpos tão gelados como se tivessem atravessado uma nevasca, mas eles não se importavam. Haviam fugido um pouco para se distrair e sorrir. Em um momento raro em que não haviam lágrimas dadas aos problemas que cada um trazia consigo. Naquele momento o garoto não imaginava. Porem aquelas almas se complementava como gêmeas, a garota que partilhara sua companhia era o amor de sua vida, o amor de um futuro obscuro.

                Lembrando assim da nossa infância, fica tudo claro, como meus sentimentos por você sempre foram os mesmos desde o inicio, pena que minha covardia nunca me deixou rouba-la para algum lugar distante. Agora frente a essa pedra de mármore onde seu nome foi cravado, me culpo. Sinto tanta dor como alguém vivo pode sentir. Um cemitério jamais combinaria com a sua aura pura de felicidade, que encantava todos ao seu redor.  De fato você era especial. Minhas lágrimas quentes nunca serão justificativas para ter te deixado sozinha, minha mente e meu coração me condenam. Meu corpo nem mesmo é forte suficiente para sentir toda essa dor que carrego e carregarei até o dia em que meu corpo jazerá ao seu lado eternamente. Sinto muito por não ter sido perfeito como você, nem mesmo um adeus me cabe agora, pois meu coração será sempre seu.
                Hoje sei que tudo que posso lhe dar são essas flores, que logo estarão murchas e secas assim como minha alma, que agora está em decadência. Sei que prometi que voltaria, e cá estou eu. Me perdoe por ter demorado tanto. Mas prometo que a amarei para sempre. Amarei seus toques e retoques.
                Apenas imploro que me perdoe, por não ter vindo antes que a doença consumisse seu corpo. Por ter te deixado sozinha. Por ter ido embora quando você mais precisou. Me iludi querendo realizar um sonho seu, mas caio aqui em seu túmulo e sei que nenhum sonho seu jamais será realizado. Nem em seu ultimo pedido fui de grande ajuda, pois estava do outro lado do país procurando a cura para o câncer que há em minha alma. Mas agora além dele, trouxe cólera ao meu coração e a tudo que eu amei.
                E que isso não seja mais uma tragédia romântica e nem uma crônica sem status. Apenas sejam meus sentimentos que se perderam em palavras mal colocadas.
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Sobre Mim

Sonho em salvar almas despedaçadas como a minha, miro em casos perdidos e sou tão boa de queda quanto de cicatrização. Casada com a impaciência e melhor amiga da falta de atenção, tantos anos que não gosto de contar. Dona do português mais desafinado desse país e fã de poesia. Jornalista e nas horas vagas tiro foto do meu all star em todo canto de SP.

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