Não há como fugir
Eu prometi não falar mais de você, não escrever sobre você e
não mais pensar em você, mas aparentemente você tornou-se meu mal inevitável.
Sua personalidade é meu vício de linguagem, o seu eu se adequá tão bem em meus
personagens que simplesmente não há como fugir.
Eu finjo que não é você o fumante, o carcereiro, o cara que
eu deixei de amar porque cortou o cabelo ou então a menina que quase morreu de
amor sem saber que amava. Eu finjo mal, mas todos eles são parte de você.
Já faz meio ano que nos desconhecemos e para quem vive um passo de cada vez, seis meses é um pedaço da eternidade. Eu
não vou mentir, eu ainda sinto sua falta, meu coração ainda decola quando
lembra de você, e meu cérebro te ama ao ponto de minimizar os contras e só
lembrar dos prós.
Os prós que foram maravilhosos, que são você, não sabia que
havia relacionamento perfeito, depois disso, talvez, eu nunca consiga gostar de
alguém. Eu vejo uma multidão em escala cinza, sem coração, e você pulsa em um
verde vibrante.
Apesar de todos os motivos que arrumei para te odiar, eu te
amo, eu te amo e eu te amo
Independe de onde esteja, com quem esteja e como esteja.
Eu te amo.
Não há como fugir, sempre irei escrever sobre você, não me
desculpe
Sobre o Autor
Andressa Pontes: Sonho em salvar almas despedaçadas como a minha, miro em casos perdidos e sou tão boa de queda quanto de cicatrização. Casada com a impaciência e melhor amiga da falta de atenção, tantos anos que não gosto de contar. Dona do português mais desafinado desse país e fã de poesia. Jornalista e nas horas vagas tiro foto do meu all star em todo canto de SP.
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