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Home Archive for junho 2015

E hoje já não aceito mais essas poesias lúcidas, pois o real já não é mais o bastante. Venha-me com suas insanidades, venha-me com sonhos e desejos sem procedentes, venha-me com o inverso e o paralelo. Recuso-me a ler de agora em diante todo poema de amor dedicado na outrora de um entardecer, recuso-me a viver romances de paixões apagadas. E por favor, aceite esse meu pedido e venha embriagar-se de loucura comigo.


Acorda! Já passou da sua hora, sua juventude, sua adolescência, já passou! 

Você não cansa de ver a vida de todo mundo indo em frente, enquanto a sua é dominada pela solidão? Você sabe que a culpa é sua. Afinal, só pertence a si suas ilusões, ninguém pode te acordar desses sonhos inseguros e nas próximas viagens você deveria pagar a passagem, não esperar que a gratidão lhe mantenha, muito menos a compaixão.


Ela não merecia um premio por pensar antes de agir, pois apenas seguia a regra que para toda ação há uma reação e tinha medo de todas as reações que não podia prever. Apesar de parecer saber exatamente quem era e estar completamente acomodada, não sabia nem mesmo o que era se sentir bem ou estar bem, não conseguia nem falar seu endereço sem se perder e tinha medo de todas as duvidas e as verdades não absolutas. Sabia que deveria se encontrar, mas não antes de se perder e isso a aterrorizava, pois tinha medo de tudo que se perderia no caminho, alem de si. 

Apreciava os meios termos só quando não lhe envolviam. Considerava todas as perguntas e olhares invasivos e o amor quando a via sempre atravessava a avenida para não lhe encontrar. Ela não amava, nunca amara, nunca soube nada sobre nenhuma espécie de amor e nunca foi popular, nem foi filha e provavelmente jamais seria mãe ou amiga. 

Passava o dia se fazendo perguntas estúpidas e doando sorrisos a mendigos de afeto, apesar de nunca ganhar nada benevolente. Sua existência não passava de uma duvida, ninguém soube lhe dizer de onde veio ou para quê, se é que tinha alguma razão nesse todo. 

Não entendia as pessoas e suas vidas confusas, mesmo sendo a pessoa mais perdida no mundo. Apesar de ser importante não se importava, não tinha nem mesmo um nome, afinal não merecia um, não merecia nada e mesmo assim merecia tudo.


Isso! Me esquece! 
Se esqueça de me aquecer,
Se esqueça do som dos sorrisos que você me ofereceu,
desate de todas as vezes que vimos juntos o amanhecer
e não se manifeste mais em todos os poemas que eu escrever.

Me esquece!
Não me veja mais em todos os livros,
nem em todas as confeitarias,
nem me confunda com todas as garotas vestidas de linho.

Mas não se esqueça,
de se aquecer com a minha lembrança a cada xícara de chá,
a cada gole de café,
e a cada vez que o sol raiar.

Me perdoa por te esquecer,
por ser confusa e contraditória.
Me perdoa também por me aquecer com suas lembranças.
Mas não me perdoe por ser romântica,
por não esquecer de aquecer o inverno que vivia dentro de você.
E eu não te perdoo por esfriar o verão que vivia em mim.
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Sobre Mim

Sonho em salvar almas despedaçadas como a minha, miro em casos perdidos e sou tão boa de queda quanto de cicatrização. Casada com a impaciência e melhor amiga da falta de atenção, tantos anos que não gosto de contar. Dona do português mais desafinado desse país e fã de poesia. Jornalista e nas horas vagas tiro foto do meu all star em todo canto de SP.

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