Eu aprendi bem cedo que amor é um sentimento egoísta, e que
aparentemente desde a infância eu nunca fui um ser humano amável.
Me joguei em muitos relacionamentos por inocência, sempre
achei que era reciproco e que por amor valia a pena o risco de se machucar.
Eu me matei, matei cada pedaço meu para tentar caber em
você, matei tudo que não fosse de acordo com seus gostos, para caber em você...
Eu tenho tentado matar minha essência para caber em você, eu
tenho deixado de ser minha para ser sua, mas dói tanto não ser minha.
Eu paro frente ao espelho e não me vejo, será que sou tão
ruim assim? Tao ruim que você é incapaz de me amar como sou, que ninguém pode
me amar como sou....
"Você é vulgar e cada parte do seu mundo se baseia em
mentiras que você tenta aliviar. Amizades? Amizades são os pratos quebrados do
almoço que você resolveu não degustar. "
Eu sou tão ruim que me jogo no outro, preencho de palavras
doces o meu vazio, palavras vazias.
Eu ainda me impressiono com a facilidade que minha vida pode
escorrer pelos meus dedos, e com a facilidade que minha mente implora para que
eu a despeje ralo abaixo.
Quantas vezes tenho que morrer para estar viva para você?
Sobre o Autor
Andressa Pontes: Sonho em salvar almas despedaçadas como a minha, miro em casos perdidos e sou tão boa de queda quanto de cicatrização. Casada com a impaciência e melhor amiga da falta de atenção, tantos anos que não gosto de contar. Dona do português mais desafinado desse país e fã de poesia. Jornalista e nas horas vagas tiro foto do meu all star em todo canto de SP.
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