Não acredito em coincidências, mas
aparentemente o universo sempre coincidiu ao meu favor. Também não acredito em
destino ou que o futuro está escrito em folhas de chá. Somos conclusões de nós
mesmo, de nossas decisões, as boas e as más, e acho que desde o início não fui
uma boa ação.
Não acredito
que poderia mudar toda minha vida se tivesse parado por cinco minutos para
tomar aquele café ou tivesse notado meu cadarço desamarrado. Sei bem que nó
algum poderia mudar minha vida e laço nenhum faria do mundo um lugar melhor.
E quanto a
todos as vezes que atropelei paixões desinibidas por aí, pode ser que seja
apenas essa tal de lei da atração mostrando o seu lugar em meu mundo, dizendo
que aqui pode ser um local melhor.
Há em mim uma sede inebriante por bagunça, um cabelo desgrenhado, uma poesia inacabada, uma
camisa amassada, uma calça rasgada, um tênis surrado e até mesmo um sorriso meio
torto. São as imperfeições que tornam a singularidade de cada um interessante,
essas regras de tudo perfeitamente arrumado são cansativas e idiotas.
Se for viver
não tema um destino, mas sim viva um milhão de possibilidades, se for para respirar
que seja fundo e sem medo e se for para saltar que se seja de cabeça, mas só
quem pula de olhos fechados são aqueles que não vem nada além da escuridão.
Sobre o Autor
Andressa Pontes: Sonho em salvar almas despedaçadas como a minha, miro em casos perdidos e sou tão boa de queda quanto de cicatrização. Casada com a impaciência e melhor amiga da falta de atenção, tantos anos que não gosto de contar. Dona do português mais desafinado desse país e fã de poesia. Jornalista e nas horas vagas tiro foto do meu all star em todo canto de SP.
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